
O trabalho missionário do Apóstolo Paulo seguia um certo padrão: ele geralmente iniciava seu ministério na sinagoga local indo em seguida em direção aos gentios. Ele reunia os convertidos a fim de instruí-los na Palavra de Deus e, por fim, quando chegava o momento, ele orientava a escolha de líderes locais, como se lê em Atos 14.23. A obra batista na Guiné-Bissau tem seguido esta mesma linha, na convicção de que é a forma biblicamente aprovada.
O trabalho foi iniciado na cidade de Bafatá, em 1996. No Natal de 2000 foi organizada a primeira igreja batista do país. De lá para cá Deus tem abençoado imensamente a obra. A Missão Batista conta hoje com uma escola com capacidade para 600 alunos de jardim de infância ao 2º grau, uma rádio FM (veja abaixo) e a Igreja Batista de Bafatá, que com 60 membros, já tem hoje seus pastores nacionais.
Os irmãos Demba Canté, Adulai Baldé (ambos da etnia Fula/Peul) e o irmão Konko Fadera (da etnia Mandinga/ Maninque) foram separados pela igreja e consagrados ao Ministério da Palavra em culto realizado no dia 31 de dezembro de 2006. Nos últimos anos esses irmãos receberam formação teológica, homilética, hermenêutica e apologética da equipe missionária que está em Bafatá. Nos dois últimos anos eles estiveram envolvidos na pregação, evangelização, visitação, bem como no ensino da EBD e aconselhamento. A igreja, baseada nas exigências de Paulo em 1Timóteo 3.1-7, os considerou aptos para o ministério. Eles são os primeiros pastores batistas da Guiné-Bissau.
Demba, Adulai e Konko eram muçulmanos praticantes antes de se converterem e têm enfrentado todo tipo de perseguição. Todos são casados e têm filhos, e são professores, pelo que não dependerão da igreja para seu sustento. Dividirão as tarefas pastorais conforme seus dons individuais e disponibilidade de tempo. Suas vidas e ministração já têm sido bênçãos para a igreja e, certamente, continuarão sendo. A sua consagração representa um marco histórico não somente para o trabalho batista, mas para o Evangelho em geral na Guiné-Bissau e mesmo África Ocidental.
Os povos Fula/Peul e Mandinga/Maninque são extremamente resistentes ao Evangelho, mas a existência agora de pastores evangélicos dessas etnias deve trazer alegria e ânimo à Igreja de Jesus. O Evangelho triunfou mais uma vez.





